Nessa página do face podemos encontrar diversas notícias sobre os beagles resgatados do instituto e sobre outras questões envolvendo os testes em animais no Brasil. Confira:
https://www.facebook.com/adoteumanimalresgatadodoinstitutoroyal
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
Publicação ANDA
Acessem o site da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e entenda o que é o Instituto Royal.
http://www.anda.jor.br/01/11/2013/o-que-e-o-instituto-royal
A libertação dos Beagles do Instituto Royal: uma ação revolucionária
No dia 18 de outubro de 2013, protetores e ativistas, mas antes de
tudo, cidadãos indignados com o uso de Beagles em experimentos científicos pelo Instituto Royal em
São Roque - SP, invadiram o prédio do Instituto e resgataram 178 Beagles em
diferentes condições de saúde. A invasão não havia sido programada pelos
manifestantes que, há dias, se encontravam nas imediações do prédio. Foi, na
verdade, uma ação conjunta de pessoas com o propósito de salvar
dezenas de animais que estavam sendo violentados no momento da
invasão (informação dada pelos próprios manifestantes).
A notícia já correu o mundo e teve grande
repercussão no Brasil. Mídia, cientistas e políticos uniram-se para atacar e
condenar os cidadãos envolvidos, usando toda sorte de argumentos. Basta digitar
"invasão do instituto royal" na internet ou ler os jornais e revistas
que publicaram matérias sobre o assunto para que o leitor tenha uma ideia da
divergência de opiniões. Mas um leitor astuto vai também perceber quão
revolucionário é um evento deste porte e quão importante para o exercício da
democracia e da cidadania. Afinal, quantos produtos são enfiados em nossas
gargantas sem que saibamos sua verdadeira origem? E se não concordarmos com as
maneiras pelas quais esses produtos são produzidos? Por que somos, via de
regra, impedidos de saber a verdade não só sobre os testes em animais, mas
sobre o que ocorre nas granjas, na indústria da carne e do leite de modo geral,
na indústria do entretenimento e na moda? Por que a UNILEVER (a qual se
vinculam marcas como OMO e KIBON) não divulga na embalagem dos seus produtos ou
nas propagandas televisivas quais animais foram testados, por quais métodos e
quais os resultados das pesquisas? Por um só motivo: a divulgação de tais
processos iria repudiar e afastar a maioria dos consumidores. Haveria, nesse
caso, o poder de escolha ética e moral por parte do consumidor, que geralmente
escolhe pelo preço ou pelo efeito do produto. A escolha ética não pode ser
feita simplesmente porque o consumidor NÃO SABE o que está por detrás daquele
batom, daquele sabonete, daquele remédio, daquele shampoo.
Cabe lembrar, também, que, assim como a
indústria da carne, cujas embalagens trazem, ouso dizer, sempre, imagens de
franguinhos e vaquinhas felizes em campos verdejantes, o que veicula uma falsa
ideologia a partir da crença do consumidor no bem estar destes animais, a
indústria farmacêutica veicula uma neutralidade no caso de remédios e
cosméticos. Ou seja, o sofrimento do animal, a dor, o sangue, as vísceras, os
procedimentos cruéis a que são submetidos, JAMAIS APARECEM.
A pergunta que geralmente se faz nestes casos é “pra que servem os
testes?”, “eles são de fato necessários?”, “podem nos ajudar de alguma forma?”.
Creio, no entanto, que estas perguntas são, em última instância, equivocadas.
Muito embora uma gama de cientistas e filósofos acredite na inferioridade dos
animais não humanos em relação ao homem, inferioridade que remete a um número
enorme de questões, mas que está centrada, fundamentalmente, na irracionalidade
dos seres não-falantes, meu ponto, que vai ao encontro do pensamento de
ativistas, pesquisadores, filósofos como Jacques Derrida e mesmo cientistas e veterinários
é que TODOS OS SERES VIVENTES TÊM O DIREITO DE HABITAR O PLANETA SEM SEREM
SUBMETIDOS À CRUELDADE.
Significa dizer, a relação de poder que se estabelece entre o
homem e o animal não-humano e que o submete aos mais diversos tipos de
violência é uma relação que tem como base o ANTROPOCENTRISMO. O homem se acha melhor,
mais digno e superior em relação a um outro que pode, portanto, perder sua vida
ou seu direito (se é que o tem) de viver de acordo com sua natureza. É por isso
que não se injetam drogas, por exemplo, nos olhos de estupradores e sim nos
olhos de coelhos. Não estou defendendo o abuso de prisioneiros, mas o exemplo é
válido na medida em que expõe o fato de que, para as leis em geral, a vida de
um coelho que em nada prejudicou seres humanos ou outros animais vale menos,
muito menos, que a de um humano que causou sofrimento profundo e irreparável a
outro. Isso acontece porque, dentro da visão antropocêntrica (que durante
séculos excluiu, no ocidente, mulheres e negros) os direitos humanos prevalecem
sobre o direito animal. Portanto, é errado submeter um humano a qualquer tipo
de procedimento contra a sua vontade, o que poderia ser considerado um tipo de
vingança, mas é correto submeter outros animais a qualquer procedimento
doloroso, insuportável e até mesmo matá-lo para garantir o avanço da ciência e,
claro, a manutenção do capital. Pois não devemos ser ingênuos e pensar que por
detrás dos laboratórios e das pesquisas não há grande quantia de capital sendo
investida e milhares de pessoas lucrando às custas desses animais e de
consumidores sem conhecimento.
Mas e o avanço da pesquisa? E seus supostos benefícios para o
homem? Há, hoje, muitos estudos que comprovam a inutilidade do uso de animais
nos testes em geral, mas meu argumento vai além disso. AINDA QUE FOSSE INDISPENSÁVEL
PARA A HUMANIDADE não poderíamos fazê-lo, pois é cruel e desumano, doentio e sádico,
egoísta e patético, e tira de nós a humanidade que tanto defendemos. A capacidade de pensar e ponderar a partir de
um ponto de vista ético é própria do ser humano. Quando dada conduta, com o
objetivo de atingir um fim, privilegia meios que trazem sofrimento ao outro,
torna-se anti-ética e, portanto, DESUMANA, ainda que certas normas e leis digam
o contrário. Afinal, a ética refere-se ao cuidado dos fracos e desprotegidos,
pelo menos de acordo com o sentido original da palavra. O que se apresenta no
uso de animais para testes não é uma conduta ética, mas um exercício de poder
do forte contra o fraco, que se encontra submisso e dominado. Cabe, aqui, um
questionamento imperioso: se tivermos em mente, por exemplo, a inclusão de mais
um medicamento ou cosmético na indústria, mais uma patente ou mais um produto
de limpeza, podemos imaginar que, em última instância, os efeitos dos
experimentos conduzidos em laboratórios como os do Instituto Royal e o confinamento
de animais sejam promissores para a comunidade científica e para a população
humana, mas se considerarmos a vitimização dos animais, sua candura e
inocência, o efeito é certamente deletério, porque retira de nós, homens, a
humanidade e a civilidade que devem sempre nos caracterizar. Como bem pontuou o
intelectual húngaro Karl Polanyi, as mudanças e o progresso podem não cessar,
mas seu ritmo pode e deve ser controlado. Neste caso, se determinados
medicamentos ou experimentos científicos precisam ser elaborados, que o sejam
no tempo certo, que é o tempo necessário para que se descubram procedimentos
científicos que não comprometam a integridade física e psicológica de qualquer
animal, humano ou não.
Por fim, quando digo que considero o evento no Instituto Royal revolucionário, remeto-me ao fato de que, para além da ideia de invasão de propriedade privada, vandalismo ou crime, a atitude das pessoas naquele momento e local aponta para uma mudança de paradigma na sociedade brasileira, mas também no mundo (se tomarmos em conta acontecimentos semelhantes em outros países). Quer dizer, há primeiramente uma tomada de consciência por parte da população no que se refere ao lugar dos animais não humanos na nossa sociedade. Em seguida, vê-se um processo de resistência a esse lugar quando ele implica o sofrimento animal. Claro que isso ainda está longe de acontecer no que se refere a abatedouros, por exemplo, mas uma revolução pode estar inicialmente focada em uma questão e expandir-se para outras relacionadas. É a mudança de paradigma que conta e que carrega o germe de uma transformação mais profunda.
Por fim, quando digo que considero o evento no Instituto Royal revolucionário, remeto-me ao fato de que, para além da ideia de invasão de propriedade privada, vandalismo ou crime, a atitude das pessoas naquele momento e local aponta para uma mudança de paradigma na sociedade brasileira, mas também no mundo (se tomarmos em conta acontecimentos semelhantes em outros países). Quer dizer, há primeiramente uma tomada de consciência por parte da população no que se refere ao lugar dos animais não humanos na nossa sociedade. Em seguida, vê-se um processo de resistência a esse lugar quando ele implica o sofrimento animal. Claro que isso ainda está longe de acontecer no que se refere a abatedouros, por exemplo, mas uma revolução pode estar inicialmente focada em uma questão e expandir-se para outras relacionadas. É a mudança de paradigma que conta e que carrega o germe de uma transformação mais profunda.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
LIBERDADE AOS BEAGLES CONFINADOS EM HARLAN
Para saber mais sobre o assunto, acesse e junte-se ao grupo Save the Harlan Beagles no facebook.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
70 Beagles salvos por ativistas
Os Beagles foram procriados na China e seriam enviados para a Índia, onde experimentos farmacológicos seriam realizados, apesar de a China tê-los caracterizados como animais de companhia (pets) para obter aprovação da companhia aérea que iria transportá-los. Leia a matéria completa:
http://www.care2.com/causes/beagle-puppies-saved-from-animal-testing-in-india.html
http://www.care2.com/causes/beagle-puppies-saved-from-animal-testing-in-india.html
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Liberdade, enfim
No dia 26 de julho de 2012, os Cães confinados no bioério da universidade estadual de maringá foram libertados por ordem judicial. Foram 2 anos de luta intensa, que começou quando descobri que pesquisadores da uem faziam experimentos em cães da raça beagle. Mais tarde, soube que havia, também, cães sem raça definida presos na universidade. Quando comecei essa luta contei mais de 30 cães. Muitos deles morreram, mas conseguimos salvar 9 e muitos outros que viriam no futuro. Com a ajuda de muitas pessoas e da Ong Anjos dos Animais, conseguimos castrar, desverminar e vacinar todos os 9 cãezinhos, 5 dos quais aguardam agora um lar amoroso que os acolha com a gratidão e o carinho que merecem. Espero, sinceramente, que esse exemplo de luta e coragem, que não é só meu, mas de um grupo de pessoas que acreditaram nessa causa, ajude outras pessoas a ganharem força em suas lutas pelo bem dos animais e a acreditarem que é possível provocar mudanças significativas nas sociedades em que vivemos. Albert Pine disse: "O que fazemos por nós mesmos, morre conosco. O que fazermos por outros e pelo mundo permanece e é imortal".
domingo, 24 de junho de 2012
A história de Bogart
Sigam no facebook a história de Bogart, resgatado pelo Beagle Freedom Project.
http://www.facebook.com/BogartSavedByTheBeagleFreedomProject
http://www.facebook.com/BogartSavedByTheBeagleFreedomProject
domingo, 3 de junho de 2012
Das jaulas à liberdade amorosa
Conheçam o Beagle Freedom Project, criado em dezembro de 2010 nos Estados Unidos. Uma luta vigorosa para dar uma segunda chance aos queridos presos em laboratórios. http://beaglefreedomproject.org/about
Uma vitória!
Caríssimos defensores e simpatizantes, finalmente devemos conseguir alguma justiça para os nossos animais não-humanos. Vejam a reportagem sobre a aprovação do Antiprojeto do Código Penal:
http://crueldadenuncamais.blogspot.com.br/2012/05/anteprojeto-do-codigo-penal-foi.html
http://crueldadenuncamais.blogspot.com.br/2012/05/anteprojeto-do-codigo-penal-foi.html
quinta-feira, 26 de abril de 2012
MINDING ANIMALS CONFERENCE
A Minding Animals Conference acontecerá entre os dias 3 e 6 de julho de 2012 em Utrecht, na Holanda e será uma boa ocasião para discutirmos questões envolvendo a relação entre humanos e animais não-humanos, sob diferentes perspectivas. Alguns dos maiores filósofos e pensadores que se debruçam hoje sobre o tema estarão presentes. O trabalho intitulado Beagles in laboratories and the ethics of experimentation in Brazil será apresentado por mim e pela professora Angela Guida.
Confira a programação da conferência em http://www.uu.nl/faculty/humanities/EN/congres/mindinganimals/Pages/default.aspx?refer=/hum/mindinganimals
Confira a programação da conferência em http://www.uu.nl/faculty/humanities/EN/congres/mindinganimals/Pages/default.aspx?refer=/hum/mindinganimals
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
LUTO PELOS CÃES ASSASSINADOS E PELOS AINDA PRESOS NA UEM
É uma vergonha. Na liminar, liberada hoje, dia 17 de outubro, o juiz de direito reconhece o sofrimento dos cães PRESOS na universidade estadual de maringá, tomando como base, sobretudo, o laudo do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que constatou MAUS-TRATOS ao observar os cães e o biotério da universidade.
Mesmo assim, o juiz decretou que os cães devem permanecer sob a tutela da uem. A uem, que é a responsável pelos MAUS-TRATOS, que não tem condições mínimas de alojar os cães, que sacrificou possivelmente centenas de BEAGLES nos últimos anos; que não respeitou os protocolos que regem a experimentação científica no Brasil, que negligenciou a saúde física e psicológica dos ANIMAIS DETIDOS em seus canis. É essa uem que ficou com a guarda dos nossos queridos cãezinhos.
LUTO, pelos tantos que morreram,
pelos que continuam sofrendo
Mesmo assim, o juiz decretou que os cães devem permanecer sob a tutela da uem. A uem, que é a responsável pelos MAUS-TRATOS, que não tem condições mínimas de alojar os cães, que sacrificou possivelmente centenas de BEAGLES nos últimos anos; que não respeitou os protocolos que regem a experimentação científica no Brasil, que negligenciou a saúde física e psicológica dos ANIMAIS DETIDOS em seus canis. É essa uem que ficou com a guarda dos nossos queridos cãezinhos.
LUTO, pelos tantos que morreram,
pelos que continuam sofrendo
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
LIBERDADE PARA OS BEAGLES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
O Ministério Público do Paraná abriu hoje, 7 de outubro, uma Ação Civil Pública contra a universidade estadual de maringá por confinar e maltratar Beagles utilizados em experimentos científicos. Veja a notícia em:http://www.parana-online.com.br/editoria/cidades/news/564942/?noticia=MP+QUER+PROIBIR+MAUS+TRATOS+A+CAES+EM+UNIVERSIDADE
sábado, 30 de abril de 2011
A PESQUISA CIENTÍFICA COM ANIMAIS É UMA FALÁCIA
fonte: Revista Veja
15 de Outubro de 2010
Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios
Por Marco Túlio Pires

Ray GreekHá 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais, tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos). Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos.
Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.
O senhor seria cobaia de uma pesquisa que está desenvolvendo algum remédio?
Claro. Se a pesquisa estivesse sendo conduzida eticamente eu seria voluntário. Milhares de pessoas fazem isso todos os dias. Por vezes elas doam tecido para que possamos aprender mais sobre uma doença, em outros momentos ingerem novos remédios para o tratamento de doenças na esperança que a nova droga apresente alguma cura.
E se o medicamento nunca tivesse sido testado em animais?
A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los.
Mas todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais antes de seres humanos. Este não é um caminho seguro?
Definitivamente não. As estatísticas sobre o assunto são diretas. Inclusive, muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Outros disseram que o valor preditivo é igual a uma disputa de cara ou coroa. A ciência médica exige um valor que seja de pelo menos 90%.
Esses remédios legalmente comercializados e que dependeram de pesquisas científicas com animais já salvaram milhões de vidas...
A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.
Se isso fosse verdade os cientistas já teriam abandonado o modelo animal. Por que isso não aconteceu ainda?
Porque o trabalho deles depende disso. Nos Estados Unidos, a maior parte da pesquisa médica é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde [NIH, em inglês]. O orçamento do NIH gira em torno de 30 bilhões de dólares por ano. Mais ou menos a metade disso é entregue a pesquisadores que realizam experimentos com animais. Eles têm centenas de comitês e cada comitê decide para onde vai o dinheiro. Nos últimos 40 anos, 50% desse dinheiro vai, anualmente, para pesquisa com animais. Isso acontece porque as próprias pessoas que decidem para onde o dinheiro vai, os cientistas que formam esses comitês, realizam pesquisas com animais. O que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro de pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios.
Onde estaria a medicina se não fosse a pesquisa com animais?
No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas. Essas drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro. Algumas empresas já admitiram inúmeras vezes em literatura científica que os animais não são preditivos para humanos. E essas empresas já perderam muito dinheiro porque cancelaram o desenvolvimento de remédios por causa de efeitos adversos em animais e que não necessariamente ocorreriam em seres humanos. Foram bilhões de dólares perdidos ao não desenvolver drogas que poderiam ter dado certo.
Como as pesquisas deveriam ser conduzidas?
Deveríamos estar fazendo pesquisa baseada em humanos. E com isso eu quero dizer pesquisas baseadas em tecidos e genes humanos. É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada. Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula.
Mas ainda não temos informações suficientes para simular o corpo humano no computador...
Temos sim. Não temos informações suficientes para criar 100% do corpo humano e isso não vai acontecer nos próximos 100 anos. Mas não precisamos de toda essa informação. O que precisamos é saber como e do que um receptor celular é constituído — isso já sabemos — e a partir daí podemos desenvolver, no computador, remédios baseados nas leis da química que se encaixem nesses receptores. Depois disso, a droga é testada em tecido humano e depois em seres humanos. Antes disso acontecer, contudo, muitos testes são feitos in vitro e em tecidos humanos até chegar em um voluntário humano.
Um computador não é um sistema vivo completo. Como é possível garantir que essa droga, que nunca foi testada em animais, não será nociva aos seres humanos?
A falácia nesse argumento é que os macacos e camundongos, por exemplo, são seres vivos, mas não são seres humanos intactos. E esse argumento seria muito bom, se ele não fosse tão ruim. Drogas são testadas em macacos e camundongos intactos por quase 100 anos e não há valor preditivo no sentido de dizer quais serão os efeitos da droga no ser humano. O que essas pesquisas têm feito, na verdade, é verificar o que essas drogas causam em macacos e em seres humanos separadamente e não há relação. Por isso, o que dizem é meramente retórico, não há nenhuma base científica.
O senhor já fez experimentos com animais. O que o fez mudar de ideia?
Meu posicionamento mudou apenas uma década depois que terminei a faculdade de medicina. Minha esposa é veterinária e comecei a notar como tratávamos nossos pacientes de maneira muito diferente. Comecei a notar também que alguns remédios funcionam muito bem em animais, mas não funcionam em humanos e algumas drogas funcionam em humanos, mas não podem ser usadas em cães, mas podem ser usadas em gatos e assim por diante. Não estou dizendo que os animais e os humanos são exatamente opostos, não é isso. Eles têm muito em comum.
A semelhança genética de 90% entre humanos e camundongos não é suficiente?
Aparentemente não. Porque os dados científicos dizem que não. Não me interessa se somos suficientemente semelhantes aos animais para fazer testes neles ou não. A minha interpretação é científica. E a ciência diz que não somos. Na minha experiência clínica isso é verdade porque não conseguimos prever nem quais serão os efeitos de um remédio no seu irmão, realizando testes em você. Algumas drogas que você pode tomar, seu irmão não pode, por exemplo. Contudo, eu não sou contra todo tipo de experimento com animais. É possível recorrer aos animais para utilização de algumas partes. Por exemplo, podemos utilizar a válvula cardíaca de um porco para substituir a de seres humanos. Além disso, é possível cultivar vírus, insulina, mas isso não é pesquisa. O fracasso está em utilizar modelos animais para prever o que irá acontecer com um ser humano. Um ótimo exemplo disso é a Aids. Os animais não desenvolvem essa doença, de jeito nenhum. Eles sofrem de doenças parecidas com a Aids, mas por causa de vírus completamente diferentes. E os sintomas são muito diferentes dos manifestados em pacientes aidéticos. Por isso, não há correlação.
O senhor é contra o eventual sacrifício de animais em pesquisas científicas com o objetivo de salvar milhões de vidas humanas?
Eu não tenho nenhum problema com isso. Meu problema com pesquisa animal não é de cunho ético e sim, científico. É como dizer que estamos em um cruzeiro atravessando o oceano Atlântico e um indivíduo cai na água e está se afogando. Ele precisa é de um salva-vidas mas não temos nenhum, então vamos arremessar 1.000 cães na água. Por que arremessar os cães na água já que eles não vão salvar a vida da pessoa? Você pode construir um argumento ético dizendo que é aceitável afogar esses cães mas o que eu quero dizer é que a pessoa precisa de um salva-vidas e não 1.000 cães afogados. E é exatamente isso que estamos fazendo com a pesquisa animal. Estamos matando cães pelo bem de matar cães. Não porque matá-los irá trazer a cura para doenças como a Aids ou o Alzheimer.
15 de Outubro de 2010
Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios
Por Marco Túlio Pires
"As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro."
Ray Greek
Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.
O senhor seria cobaia de uma pesquisa que está desenvolvendo algum remédio?
Claro. Se a pesquisa estivesse sendo conduzida eticamente eu seria voluntário. Milhares de pessoas fazem isso todos os dias. Por vezes elas doam tecido para que possamos aprender mais sobre uma doença, em outros momentos ingerem novos remédios para o tratamento de doenças na esperança que a nova droga apresente alguma cura.
E se o medicamento nunca tivesse sido testado em animais?
A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los.
Mas todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais antes de seres humanos. Este não é um caminho seguro?
Definitivamente não. As estatísticas sobre o assunto são diretas. Inclusive, muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Outros disseram que o valor preditivo é igual a uma disputa de cara ou coroa. A ciência médica exige um valor que seja de pelo menos 90%.
Esses remédios legalmente comercializados e que dependeram de pesquisas científicas com animais já salvaram milhões de vidas...
A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras. A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.
Se isso fosse verdade os cientistas já teriam abandonado o modelo animal. Por que isso não aconteceu ainda?
Porque o trabalho deles depende disso. Nos Estados Unidos, a maior parte da pesquisa médica é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde [NIH, em inglês]. O orçamento do NIH gira em torno de 30 bilhões de dólares por ano. Mais ou menos a metade disso é entregue a pesquisadores que realizam experimentos com animais. Eles têm centenas de comitês e cada comitê decide para onde vai o dinheiro. Nos últimos 40 anos, 50% desse dinheiro vai, anualmente, para pesquisa com animais. Isso acontece porque as próprias pessoas que decidem para onde o dinheiro vai, os cientistas que formam esses comitês, realizam pesquisas com animais. O que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro de pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios.
Onde estaria a medicina se não fosse a pesquisa com animais?
No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas. Essas drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos. Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro. Algumas empresas já admitiram inúmeras vezes em literatura científica que os animais não são preditivos para humanos. E essas empresas já perderam muito dinheiro porque cancelaram o desenvolvimento de remédios por causa de efeitos adversos em animais e que não necessariamente ocorreriam em seres humanos. Foram bilhões de dólares perdidos ao não desenvolver drogas que poderiam ter dado certo.
Como as pesquisas deveriam ser conduzidas?
Deveríamos estar fazendo pesquisa baseada em humanos. E com isso eu quero dizer pesquisas baseadas em tecidos e genes humanos. É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada. Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula.
Mas ainda não temos informações suficientes para simular o corpo humano no computador...
Temos sim. Não temos informações suficientes para criar 100% do corpo humano e isso não vai acontecer nos próximos 100 anos. Mas não precisamos de toda essa informação. O que precisamos é saber como e do que um receptor celular é constituído — isso já sabemos — e a partir daí podemos desenvolver, no computador, remédios baseados nas leis da química que se encaixem nesses receptores. Depois disso, a droga é testada em tecido humano e depois em seres humanos. Antes disso acontecer, contudo, muitos testes são feitos in vitro e em tecidos humanos até chegar em um voluntário humano.
Um computador não é um sistema vivo completo. Como é possível garantir que essa droga, que nunca foi testada em animais, não será nociva aos seres humanos?
A falácia nesse argumento é que os macacos e camundongos, por exemplo, são seres vivos, mas não são seres humanos intactos. E esse argumento seria muito bom, se ele não fosse tão ruim. Drogas são testadas em macacos e camundongos intactos por quase 100 anos e não há valor preditivo no sentido de dizer quais serão os efeitos da droga no ser humano. O que essas pesquisas têm feito, na verdade, é verificar o que essas drogas causam em macacos e em seres humanos separadamente e não há relação. Por isso, o que dizem é meramente retórico, não há nenhuma base científica.
O senhor já fez experimentos com animais. O que o fez mudar de ideia?
Meu posicionamento mudou apenas uma década depois que terminei a faculdade de medicina. Minha esposa é veterinária e comecei a notar como tratávamos nossos pacientes de maneira muito diferente. Comecei a notar também que alguns remédios funcionam muito bem em animais, mas não funcionam em humanos e algumas drogas funcionam em humanos, mas não podem ser usadas em cães, mas podem ser usadas em gatos e assim por diante. Não estou dizendo que os animais e os humanos são exatamente opostos, não é isso. Eles têm muito em comum.
A semelhança genética de 90% entre humanos e camundongos não é suficiente?
Aparentemente não. Porque os dados científicos dizem que não. Não me interessa se somos suficientemente semelhantes aos animais para fazer testes neles ou não. A minha interpretação é científica. E a ciência diz que não somos. Na minha experiência clínica isso é verdade porque não conseguimos prever nem quais serão os efeitos de um remédio no seu irmão, realizando testes em você. Algumas drogas que você pode tomar, seu irmão não pode, por exemplo. Contudo, eu não sou contra todo tipo de experimento com animais. É possível recorrer aos animais para utilização de algumas partes. Por exemplo, podemos utilizar a válvula cardíaca de um porco para substituir a de seres humanos. Além disso, é possível cultivar vírus, insulina, mas isso não é pesquisa. O fracasso está em utilizar modelos animais para prever o que irá acontecer com um ser humano. Um ótimo exemplo disso é a Aids. Os animais não desenvolvem essa doença, de jeito nenhum. Eles sofrem de doenças parecidas com a Aids, mas por causa de vírus completamente diferentes. E os sintomas são muito diferentes dos manifestados em pacientes aidéticos. Por isso, não há correlação.
O senhor é contra o eventual sacrifício de animais em pesquisas científicas com o objetivo de salvar milhões de vidas humanas?
Eu não tenho nenhum problema com isso. Meu problema com pesquisa animal não é de cunho ético e sim, científico. É como dizer que estamos em um cruzeiro atravessando o oceano Atlântico e um indivíduo cai na água e está se afogando. Ele precisa é de um salva-vidas mas não temos nenhum, então vamos arremessar 1.000 cães na água. Por que arremessar os cães na água já que eles não vão salvar a vida da pessoa? Você pode construir um argumento ético dizendo que é aceitável afogar esses cães mas o que eu quero dizer é que a pessoa precisa de um salva-vidas e não 1.000 cães afogados. E é exatamente isso que estamos fazendo com a pesquisa animal. Estamos matando cães pelo bem de matar cães. Não porque matá-los irá trazer a cura para doenças como a Aids ou o Alzheimer.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O DIÁRIO DE MICHELLE ROKKE
A ativista Michelle Rokke conta os horrores que presenciou na Huntingdon Life Sciences (HLS), onde BEAGLES e outros animais são torturados física e psicologicamente para a promoção e inserção de drogas no mercado.Veja o depoimento.
http://www.shac.net/HLS/exposed/michelle_mokke_diary.pdf
http://www.shac.net/HLS/exposed/michelle_mokke_diary.pdf
INSTITUTO NINA ROSA-PROJETOS POR AMOR À VIDA
NÃO MATARÁS
http://www.youtube.com/watch?v=zKLjT3s_hCI&feature=fvwrel (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=AQvVexLkAu4&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=AQvVexLkAu4&feature=related (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=2zvFZy6A-fU&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=2zvFZy6A-fU&feature=related (parte 3)
http://www.youtube.com/watch?v=8juoeFXEVNc&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=8juoeFXEVNc&feature=related (parte 4)
http://www.youtube.com/watch?v=3AsGfmIbAGc&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=3AsGfmIbAGc&feature=related (parte 5)
http://www.youtube.com/watch?v=G3IzHE1BlZ0&feature=relatehttp://www.youtube.com/watch?v=G3IzHE1BlZ0&feature=related (parte 6)
http://www.youtube.com/watch?v=6JPDridXvLY&feature=related (parte 7)
http://www.youtube.com/watch?v=zKLjT3s_hCI&feature=fvwrel (parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=AQvVexLkAu4&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=AQvVexLkAu4&feature=related (parte 2)
http://www.youtube.com/watch?v=2zvFZy6A-fU&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=2zvFZy6A-fU&feature=related (parte 3)
http://www.youtube.com/watch?v=8juoeFXEVNc&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=8juoeFXEVNc&feature=related (parte 4)
http://www.youtube.com/watch?v=3AsGfmIbAGc&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=3AsGfmIbAGc&feature=related (parte 5)
http://www.youtube.com/watch?v=G3IzHE1BlZ0&feature=relatehttp://www.youtube.com/watch?v=G3IzHE1BlZ0&feature=related (parte 6)
http://www.youtube.com/watch?v=6JPDridXvLY&feature=related (parte 7)
NÃO COMPRE PRODUTOS DA IAMS. ASSISTA AO VÍDEO E ENTENDA PORQUE
http://www.youtube.com/watch?v=wwQir9FYqj4&playnext=1&list=PL347ED72DDC814C3E
BEAGLES em experimentos na IAMS (entre os produtos está a ração Eukanuba) para aprimoramento dos produtos.
BEAGLES em experimentos na IAMS (entre os produtos está a ração Eukanuba) para aprimoramento dos produtos.
ASSISTA AO VÍDEO E VEJA PORQUE TEMOS QUE PARAR OS EXPERIMENTOS
http://www.youtube.com/watch?v=_9Eu3VTjuyo&feature=relmfu
"Por 6 meses um investigador secreto da PETA (People for the ethical treatment of animals) esteve em um laboratório de Ohio, onde BEAGLES sofriam experimentos com Oxycontin, uma droga que Já foi testada em animais e que, há décadas, é vendida no mercado americano."
"Por 6 meses um investigador secreto da PETA (People for the ethical treatment of animals) esteve em um laboratório de Ohio, onde BEAGLES sofriam experimentos com Oxycontin, uma droga que Já foi testada em animais e que, há décadas, é vendida no mercado americano."
Assinar:
Postagens (Atom)




